Homenagem | Jeozadaque | 30/09/2009 17h11

David Cardoso ganha sala no Memorial da Cultura

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O ator e cineasta sul-mato-grossense, "David Cardoso", será homenageado nesta quinta-feira (01/10), com uma sala de exposição permanente no Memorial da Cultura e Cidadania. No espaço ficarão objetos que contam a história e a filmografia do artista, incluíndo fotos, vídeos, câmeras e outros.  Para David, isso é um prêmio, “depois que morre, não adianta nada”. “A lembrança é muito grata”, fala sobre a ideia de se voltar os olhos para um artista de MS. “Fui e voltei”, conta mostrando que precisou no início, para entrar no mundo do cinema brasileiro, morar em São Paulo. “E fiz cinco longa-metragens no Estado”, sendo um dos poucos cineastas a “fazer o milagre” também em sua terra natal. Os longas são: “Caçada Sangrenta”, “19 Mulheres e um Homem”, “Corpo e Alma de Mulher”, “Caigangue” e “Desejo Selvagem”. Ao todo, ele doou dois mil quilos de material ao Arquivo Público Estadual. Só que a sala terá apenas uma mostra de seu trabalho, pois não caberia tudo no espaço. Ainda estão chegando uma  grua, 15 metros de trilhos, “tem muito material” e “aos poucos vamos melhorando”, fala David. Entre os objetos do ator, diretor e produtor David Cardoso que o público poderá conferir estão uma cadeira de direção, que ele explica serem utilizadas somente em filmes americanos, porque na verdade não se fica sentado durante a direção de um filme, há muitas coisas a serem feitas. Outras três cadeiras que ele havia construído, para Fernanda Montenegro, Mazzaropi e Anselmo Duarte, foram comidas por cupins. Pronôs - Conhecido como o “Rei da Pornochanchada, ele conseguiu nas décadas de 70 e 80 levou um grande público aos cinemas, inclusive aqui no Estado. O único lugar que os seus filmes ou mesmo os de Mazzaropi não surtiam tanto efeito era o Rio de Janeiro. E o sucesso foi tanto no Brasil, que um de seus filmes superou a  superprodução estrangeira “O Poderoso Chefão” e foi considerada uma das exibições que atingiu a maior renda entre as produções nacionais. “Fazia por fazer”, comenta sobre a pornochanchada, um “divertimento”, tanto que ao chegar a época do sexo explícito ele diz que “parou no tempo”, foi para a direção e não atuou em nenhum. Mas ele lembra que também participou de “O Guarani”, baseado na obra de José de Alencar, e “A Moreninha”, do escritor Joaquim Manuel de Macedo. E isso muitas vezes não é lembrado pelo público. Segundo Caciano Lima, diretor do Arquivo Público Estadual, as próximas atividades programadas pelo setor são uma Mostra de Filmes entre os dias 19 e 23 de outubro. E, em parceria com o Instituto Camões, MS receberá a “Arte do Azulejo” e o “Tempo da Língua (Portuguesa)”, no dia 16 de outubro. Além da continuidade na formação em técnicas de arquivologia e de museologia até o fim do ano. A cerimônio de abertura da sala será realizada a partir das 19:30 horas no Memorial da Cultura e da Cidadania, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, n° 559. Mais informações através do telefone 3316-9167.   Por Rosália Silva

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